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Mariana Kawazoe

Mariana Kawazoe

Psicóloga, Psicoterapeuta e Orientadora Profissional

REFLEXÃO DA VIVÊNCIA: “QUANDO DIGO SIM, QUERENDO DIZER NÃO”

Quando vi o título da sessão aberta de psicodrama que a psicóloga e psicodramatista Adelsa Cunha ia dirigir: “Quando digo ‘sim’, querendo dizer ‘não””, prontamente me identifiquei com ele.

(Sessão aberta de psicodrama é um encontro único, com um grupo único, em que acontece um psicodrama, com começo, meio e fim.)

Eu sou o tipo de pessoa que muitas vezes diz “sim” para as coisas, mesmo querendo dizer “não”, especialmente no que se refere a trabalho, favores para os amigos, alguns eventos sociais ou até algo que seria pra mim, como uma viagem que eu não estou afim de fazer, mas acabo fazendo (bom, isso antes da pandemia, né!).

Venho exercitando o “não” há bastante tempo, mas ainda assim é difícil pra mim. Tenho conseguido praticar ao recusar novos pacientes que chegam por vias abertas, como “Te achei na internet.”, mas quando é por indicação ainda não consigo recusar, mesmo estando sobrecarregada. Bem, pensando agora enquanto escrevo, tem uma questão de segurança que não tem exatamente a ver com o meu exercício do “não”, mas com a preservação da minha segurança, já que essas pessoas chegam querendo atendimento presencial no meio da pandemia e acho um pouco ameaçador, tanto de vista da saúde, quanto da segurança física e patrimonial.

Até porque, destaco, ainda estou atendendo só online, para a minha segurança e a dos pacientes no que se refere à transmissão da COVID-19. Ainda não é o momento!

Mas, voltando à sessão aberta, a Adelsa foi fazendo algumas perguntas relacionadas ao tema, mas que, no caso, a pessoa que diz “sim” também colocaria seus desejos e até mesmo o seu corpo, se colocando em situações de prejuízos na sua própria vida. Esse “sim” seria motivado para “garantir” o amor da outra pessoa.

A partir dessas questões, percebi que não é sempre que digo “sim” querendo dizer “não”. Faço isso para algumas situações em que, de alguma maneira, eu terei algum benefício, mas que, pelo cansaço e sobrecarga, eu DEVERIA dizer “não”. Mas muitas vezes digo “sim” quando não estou com vontade mesmo e acabo me prejudicando.

Surgem aqueles sentimentos ambivalentes… De um lado a raiva de mim mesma por ter aceitado fazer algo que não quero e do outro uma culpa por achar que o outro ficou mal porque eu disse “não”. Ai, que difícil!

Vou entrar naquela questão que o psicólogo e psicodramatista Rosalvo Pires fala tanto: querer, poder e dever!

Muitas vezes eu DEVERIA dizer “não” e algumas vezes eu QUERIA dizer “não”, mas sei que sempre POSSO dizer “não”!

Uma coisa eu tenho certeza, se eu “perder” o amor do outro porque eu disse “não”, certamente eu já não tinha esse amor e eu não deveria me preocupar com o suposto amor dessa pessoa, já que não há o mínimo de respeito por mim, e, portanto, não tem reciprocidade na manutenção da relação.

E você? O que pensa e sente a respeito desse tema?

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