Gincana
Mariana Kawazoe

Mariana Kawazoe

Psicóloga, Psicoterapeuta e Orientadora Profissional

VOCÊ É COMPETITIVO COM JOGOS?

 

Fui buscar na internet o significado de jogos e as definições que mais gostei foram:

“… atividade lúdica executada por prazer ou recreio, divertimento, distração

… atividade lúdica ou competitiva em que há regras estabelecidas e em que os praticantes se opõem, pretendendo cada um ganhar ou conseguir melhor resultado que o outro; partida

[…] PSICOLOGIA atividade lúdica utilizada com objetivos terapêuticos

[…] plural sessão pública em que decorrem atividades lúdicas e competitivas com a presença de espectadores” (Extraído de: https://www.infopedia.pt/dicionarios/lingua-portuguesa/jogo.)

Refletindo sobre os jogos na minha vida, me deparei com uma lembrança que estava beeem distante: a participação em gincanas. Nossa, que delícia me lembrar desses momentos!

Para quem não conhece, gincanas são competições em que várias equipes participam de diversos desafios, incluindo jogos, como: “corrida do saco”, “levar o ovo na colher”, “pique bandeira” etc. Minhas primeiras lembranças a respeito das gincanas foram no prédio onde morei por muitos anos. Éramos em muitas crianças e adolescentes, que atualmente ainda somos uma grande família. São tempos inesquecíveis! Nós fazíamos essa gincana, mas não me lembro com qual frequência!

Depois vem a lembrança das gincanas de festa junina. O auge da festa era o “pau de sebo”. Era, literalmente, um pau (tronco) com sebo. No topo dele tinha um prêmio. O objetivo era conseguir escalar até o topo para pegar o prêmio. Não me lembro se eu cheguei a tentar, mas me lembro de não ter pego o prêmio.

Nesse mesmo condomínio, não sei quem teve a ideia de levar alguém que coordenava “dinâmicas de grupo”. Esses encontros mobilizavam os moradores, nos misturávamos em várias idades e, lógico, eu participava! Na ocasião, não me lembro exatamente dos jogos, mas não tenho lembranças de serem competitivos. Acho que eram jogos cooperativos, de integração etc., mas me lembro de me divertir muito e de me apaixonar por isso.

Também me lembrei das gincanas dos acampamentos de férias que eu ia! Também me divertia!

Na maioria das vezes, a competição era estimulada e acho que sou bastante competitiva, apesar de ter negado isso muitas vezes!

Na adolescência pratiquei vários esportes e participei de times, nos quais a gente competia com outros colégios. Eu era bastante competitiva! Devo ter ganhado algumas medalhas em competições de times e me lembro de ganhar uma competição de aeróbica, mas eu era muito ruim em natação e, pensando agora, em competições individuais, tipo pingue-pongue, bilhar, boliche… Eu funcionava melhor em apresentações de dança em que a gente, na verdade, não compete, a gente só apresenta alguma coreografia.

Eu sempre gostei de jogos de tabuleiros e de desafios. Os meus preferidos são os de adivinhação (mímica, Imagem & Ação e similares), os de conhecimento (Perfil, quiz), os de enigmas (Dark Stories, Detetive…), os de destreza (Uno, Lince, Cara a Cara), os de lógica (Dominó, Xadrez, baralho)… Enfim, uma infinidade! Pensando bem, acho que eu gosto de qualquer tipo de jogo! Essa paixão eu transmiti para o meu filho e, inclusive, esse era o nosso passatempo favorito. Quando ele está por aqui, sempre damos um jeito de jogar algum jogo, de preferência algum de tabuleiro.

E, depois, encontrei a possibilidade de jogar no psicodrama! Chamamos de “jogo dramático”!

No psicodrama, usamos o jogo dramático para trabalhar as questões dos participantes. Segundo Yudi Yozo, no seu livro 100 jogos para grupos: uma abordagem psicodramática para empresas, escolas e clínicas:

Jogo Dramático está inserido na teoria do Psicodrama, diferenciando do termo Jogos Dramáticos utilizado no Teatro com o objetivo de desenvolver somente o papel de ator. Além disso, os conflitos emergem em detrimento dos objetivos e critérios estabelecidos pelo Diretor e estes, são trabalhados. Esta é a diferença vital, ou seja, é Jogo porque promove o lúdico, é Dramático pela proposta em trabalhar os conflitos que surgem. Conflitos estes que, no nosso enfoque, restringem-se somente ao papel profissional e aos objetivos propostos pelo Diretor. (1996, p. 17)

Quem disse que não podemos trabalhar e nos divertir ao mesmo tempo?

E você? Gosta de jogo? Você é competitivo? Faça esse exercício de buscar a sua vivência com jogos, é muito gostoso viajar no tempo e reviver de alguma maneira esses momentos!

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