Man's hand is locked with the handcuffs
Mariana Kawazoe

Mariana Kawazoe

Psicóloga, Psicoterapeuta e Orientadora Profissional

VOCÊ SE SABOTA?

 

Autossabotagem são comportamentos repetitivos, automáticos e, portanto, inconscientes, que nos impedem de conseguirmos o que queremos.

Muitas pessoas questionam esse termo “autossabotagem” por achar incoerente que nós mesmos nos sabotemos. Porém, tenho certeza que todo mundo já se perguntou: “Por que eu faço isso comigo mesmo?”, sem saber racionalmente porque faz isso.

Geralmente, a sabotagem vem do nosso lado emocional, ou melhor, irracional, pois se agíssemos apenas pela nossa razão, a maioria das coisas aconteceriam conforme o que planejamos (quando dependem exclusivamente de nós).

É muito comum as pessoas sabotarem, por exemplo, aquele plano de atividade física ou aquela dieta. Daí, podemos até tentar justificar com o nosso sistema de recompensa, que prefere o caminho mais curto para ser gratificado do que o caminho de médio e longo prazo, como comer um doce ou preferir ficar dormindo do que levantar para praticar uma atividade física. Porém, em geral, quem atinge os seus objetivos nesses dois pontos, sabe que a gratificação que vem depois é bem grande. Então, o que faz essas pessoas sabotarem esses projetos? Bom, aí precisa ver para cada uma delas.

Vou contar duas situações: uma que eu vivi e uma que estou vivendo neste exato momento.

O primeiro exemplo é que eu tinha dificuldade para divulgar os meus eventos! Eu fazia uma ótima produção do evento, mas eu empacava na divulgação. Percebi que eu sempre queria fazer as coisas sozinha, era até um pouco arrogante, mas no passado eu me ferrei por causa disso. Fiz um evento com umas parcerias frágeis e, por fim, foi pouquíssima gente para uma super estrutura. Resultado: tive prejuízo e morri de vergonha por ter feito um evento que foi um fracasso! Eu tinha uns 20 anos de idade, na época! Passado muitos anos, aprendi a fazer boas parcerias e, foi num evento sobre autossabotagem e planejamento de carreira, que me dei conta, junto com uma das minhas parceiras, Rosangela Zarza, que uma das minhas sabotagens era: por medo de fracassar (que significava não ir ninguém), eu empacava na divulgação do evento. Mas, é lógico que se eu não divulgasse, não iria ninguém. Só que o meu maior medo não era esse, pois isso justificaria não ir ninguém. O meu problema era divulgar e não ir ninguém! Conclusão: trabalhamos firme na divulgação do evento e foi bastante gente! Só que não era só divulgar, era divulgar de uma forma que atingisse o público que queríamos.

O segundo exemplo, que é o que estou vivendo (mas ainda preciso levar na minha psicoterapia), é que estou escrevendo a minha monografia para titulação de supervisora em psicodrama. Estou trabalhando arduamente nesse trabalho e finalmente consegui agendar um encontro com o meu orientador. Já percebi uma resistência minha quando abri o arquivo que ele revisou e me passou com comentários. Foi minha primeira travada. Levei mais tempo do que o habitual para resolver os comentários. E um deles era sobre buscar mais referências bibliográficas. Eu juro que pesquisei pra caramba! Mas, o que passou pela minha cabeça foi: “Eu não procurei o suficiente! Eu devo ter procurado errado!” e já me senti uma incompetente! Mas, com muito esforço consciente fui pesquisar mais e realmente não encontrei. Fizemos o encontro de orientação e, na conversa, vi que teria mais um monte de trabalho pela frente! Estou aqui com mais de 20 livros para ler alguns artigos, mas eu travei de novo. Percebo que estou procrastinando e morrendo de medo de não dar conta, pelo menos no prazo que eu tinha planejado. A frustração de ter que estender o prazo me “brochou”. Mas, estou aqui na luta para conseguir fazer o trabalho.

Tenho inúmeros exemplos para dar, meu e de outras pessoas, mas vou parar por aqui!

E você? Lembrou de alguma situação de autossabotagem?

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