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Mariana Kawazoe

Mariana Kawazoe

Psicóloga, Psicoterapeuta e Orientadora Profissional

VOCÊ TEM DÉFICIT DE ATENÇÃO?

 

A atenção é uma habilidade cognitiva na qual focamos em alguma coisa ou alguém. A falta dela é muito relacionada ao ser uma pessoa distraída, avoada ou, às vezes, até arrogante.

O excesso da falta de atenção é considerado um transtorno chamado Transtorno de Déficit de Atenção com (TDAH) ou sem hiperatividade (TDA ou DDA).

Mas, eu tomo muito cuidado com os excessos de diagnóstico também, pois isso causa um excesso de medicação, que faz muito mal para as crianças e adolescentes. No entanto, parece que até a família acha melhor medicar porque o tratamento sem medicação exige bastante energia das pessoas envolvidas.

Eu não sou contra a medicação, mas acho que ela deva ser dada apenas em situações realmente necessárias.

Tem um documentário no Netflix (“Take your pills”) que, inclusive, fala do uso indiscriminado das medicações para déficit de atenção usado por pessoas sem o transtorno para conseguir melhor desempenho nos estudos e/ou outras atividades.

Isso mostra a exigência nos dias de hoje pelo alto desempenho que a “sociedade” vai moldando e que as próprias pessoas e suas respectivas famílias cobram uns dos outros, criando ideais inatingíveis e, muitas vezes, causando uma não-aceitação das próprias limitações, pois nos dias de hoje não se pode ter limites, isso é considerado uma “fraqueza”, como se não pudéssemos sermos “fracos”.

É muito comum crianças e adolescentes serem encaminhados para avaliações psicológicas, neuropsicológicas ou psiquiátricas porque aquela pessoa não está se “encaixando” nas regras e nos padrões daquela classe. Já vi muitos casos em que, realmente, aquele jovem não se enquadrava às regras daquela escola, então sugeri que mudasse de escola e escolhesse uma escola que tinha mais a ver com ele. Sim, gente, nós também escolhemos porque, ainda bem, somos diferentes uns dos outros.

Vejo muitos adultos também se cobrando pelo seu desempenho na empresa e muitos deles se questionam se têm déficit de atenção e se o medicamento não ajudaria no desempenho. Gente, se você concluiu o colégio, fez faculdade e tem um emprego em que você atende aos “requisitos” da vaga e desempenha as funções, está tudo certo! Você precisa ver se os seus ideais é que estão um pouco acima do “normal”.

E, pode ser que você tenha déficit de atenção mesmo, mas em geral o diagnóstico é feito na infância ou na adolescência! Não confunda desorganização com déficit de atenção, apesar de desorganização ser considerado uma das características do transtorno.

Vamos a algumas perguntas feitas em uma escala de avaliação chamada SNAP IV (Essa versão se refere ao manual diagnóstico antigo, o 4. Já estamos no 5.). Vale dizer que essa escala abrange também a parte de hiperatividade e impulsividade, mas vou me ater apenas à parte da atenção, sempre numa gradação de “Nem um pouco”, “Um pouco”, “Bastante” ou “Demais”. Tem que ter seis desses itens por mais de seis meses. Vamos lá:

1) Não presta atenção aos detalhes ou comete erros por falta de cuidado em trabalhos escolares e tarefas.

2) Tem dificuldade em ficar atento durante tarefas ou em brincadeiras.

3) Parece não escutar quando lhe falam diretamente.

4) Não segue instruções e não termina deveres de casa, tarefas ou obrigações.

5) Tem dificuldades para organizar tarefas e atividades.

6) Evita, não gosta ou reluta em participar-se em tarefas que exijam manutenção de esforço mental.

7) Perde coisas necessárias para suas atividades (brinquedos, livros, lápis, trabalhos escolares).

8) Distrai-se facilmente por estímulos externos.

9) É esquecido nas atividades diárias.

10) Tem dificuldade em se manter alerta, responder a pedidos ou executar ordens.

E aí, se identificou? Se deu muito forte pra você, talvez valha a pena fazer uma avaliação.

Se deu um grau moderado ou leve, tem algumas dicas que vou te dar para ajudar a viver de uma forma melhor. Falo em mais detalhes no vídeo no meu canal do YouTube “Dicas para lidar melhor com o déficit de atenção”.

1) Fazer listas de tarefas diárias e também lista de metas de curto, médio e mais longo prazo.

2) Mantenha o ambiente com poucos objetos de uma maneira organizada.

3) Mantenha uma rotina. Isso ajuda a forçar menos o cérebro e dá uma sensação de algum controle.

4) Divida as tarefas por partes. Isso dá uma sensação de tarefas concluídas, coisa que o desatento tem dificuldades.

5) Faça atividade física. Esse item é para a vida, serve para tudo relacionado à saúde mental e física.

Lá no vídeo dou outras dicas!

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