Família
Mariana Kawazoe

Mariana Kawazoe

Psicóloga, Psicoterapeuta e Orientadora Profissional

QUAL O SEU PAPEL NA SUA FAMÍLIA?

 

Todo mundo tem um papel na sua família, ou seja, cada pessoa fica marcado por algumas características e funções dentro da família e depois isso vai estender para outros grupos da vida de cada pessoa.

Tem aquelas pessoas que são “o problema”, outros são “provedor/a”, “cuidador/a” e por aí vai.

Gostaria de compartilhar o papel que desempenho hoje na minha família: “resolvedora de problemas”. Esse é o meu papel mais forte, mas estava refletindo sobre isso e percebi que também sou “provedora”, “cuidadora”, “integradora”, mas creio que o “resolvedora de problemas” é bem forte em vários grupos em que participo.

Nunca me esqueço de uma sessão de psicodiagnóstico do meu filho quando ele era bem pititico, acho que ele tinha uns 4 anos de idade (hoje ele tem 22). Ele escolheu uma arma de brinquedo que tinha uma bolinha de pingue-pongue presa, tenta tirar a bolinha, não consegue e vem pedir pra mim. O psiquiatra-psicoterapeuta fala: “A bolinha não sai. Várias pessoas já tentaram e não conseguiram. A sua mãe não resolve todos os problemas.” (ou algo assim). E não é que eu consegui tirar a bolinha da arma de brinquedo?

Confesso que sinto um imenso prazer em resolver problemas e isso tem muito a ver com a minha profissão, só que, no caso, eu ajudo os outros a resolverem os próprios problemas.

O outro lado desse papel na parte pessoal é que me sinto sobrecarregada e sei que acabo atrapalhando a pessoa que está com o problema, pois na prática ela deveria aprender a resolver os seus problemas sozinha.

O ponto é que o ideal seria que cada um exercesse diversos papéis na vida, de maneira equilibrada, só que não é o que acontece. Portanto, quando percebemos esse excesso em algum papel fixo, o que podemos fazer é um esforço para que as outras pessoas peguem o que é delas e que você pegue um pouco mais do que é seu, já que, se você está com um papel fixo, a outra pessoa também está, então significa que você também deve estar sobrecarregando o outro com algo que é seu.

Vou tentar dar um exemplo: Se eu sou “resolvedora de problemas”, tem alguém que é “o problema”. Mas, é lógico que não existe ser que resolva todos os problemas, portanto, eu também tenho problemas a serem resolvidos, mas acabo sendo vista como uma pessoa que não tem problemas na vida. Se a pessoa que é “o problema” começar a resolver os seus próprios problemas, eu posso começar a resolver os meus. Ai, que difícil! Mas é bem assim que funciona.

Ah, é importante saber que desempenhamos esses papéis de forma automática e inconsciente.

Reflita sobre o seu papel na família, em outros grupos, na vida e perceba se você está com sobrecarga em relação a ele. Mas, não basta perceber, precisa agir sempre.

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